terça-feira, 20 de janeiro de 2015

CADARRAPOS



Parecem pataniscas, mas o sabor e a textura são bem diferentes. Uma parte da massa de farinheira crua não vai ao fumeiro e reserva-se no alguidar para fazer os cadarrapos, que são fritos em azeite. Este é hoje um dos quase desaparecidos petiscos tradicionais da Beira Baixa. Sabor antigo, delicioso, aqui acompanhado de um macaquinho traquinas de Paula Rego.

No vizinho Alto Alentejo, onde muitos costumes gastronómicos ainda se mantêm bem vivos, também se cozinha esta iguaria. Mas ali, dão-lhe o nome de papa-ratos ou papa- ratinhos.


 > Xisto | Banco de Imagens da Silveira (BIS)
Cadarrapos, Silveira dos Limões, Janeiro 2015
fotografia digital
©  CRO|XISTO|BIS (RO)


 > Xisto | Arte Contemporânea
Paula Rego (1935), Prato com desenho de macaco
ed. IPPAR / Palácio Nacional de Queluz, s/d (c.2001)
©  CRO|XISTO|AC

4 comentários:

  1. Quando eu era pequeno, comiam-se cadarrapos no inverno, por altura das matanças do porco. Nunca mais ouvi falar deste petisco, nunca mais comi, nem sequer ouvi pronunciar tal palavra. Este post, quer pelo texto quer pela fotografia magnífica da iguaria "servida" num prato que tem o desenho inconfundível da grande Paula Rego, é para mim um post especial que actualiza memórias bem agradáveis.

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    1. Agora que se fazem farinheiras o ano inteiro, não apenas no inverno, seria possível à cozinha tradicional beirã recuperar os seus cadarrapos. Os poucos exemplos que conheço dessa recuperação são no Alentejo.

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  2. Como eu gostava (e gosto) de cadarrapos!
    É pena que já se não façam tanto como antigamente...
    Os tempos mudam, mas estas tradições devem perpetuar-se.
    Obrigado pelo vosso contributo e por este blogue, que aprecio.

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    1. Caro Zé Luís:
      Ainda bem que recebemos esta sua visita a partir do blog "Vale da Carreira - aldeia de Proença-a-Nova". Acho importante desenvolver contactos com os nossos "vizinhos". Há muito a fazer para recuperar tradições.
      Bem haja, volte sempre!

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