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segunda-feira, 12 de maio de 2014

ALELOPATIA? (III)



As hortensias (Hydrangea macrophyllaapreciam humidade constante no solo e alguma protecção do sol directo. Por isso foram recentemente plantadas junto de estevas e carquejas, para que estas autóctones tão resistentes possam facultar-lhes um pouco de sombra. Veremos se as hortensias irão sobreviver aos dias extremamente secos e às altas temperaturas do Verão. 

Acredita-se que este tipo de combinações pode contribuir para que a nossa flora autóctone 
seja valorizada. E deseja-se que a esteva possa vir a ser mais utilizada na jardinagem portuguesa, a exemplo do que já acontece noutros países, que a importam como exótica.

Quanto a possíveis aplicações da esteva para fins medicinais ou no campo da perfumaria, raramente exploradas em Portugal, transcrevemos a informação de J. L. Laia na caixa de comentários
"A esteva exsuda uma resina, designada por lábdano, que pode ser colhida quer por destilação quer por extracção com solventes. Os produtos assim obtidos são particularmente apreciados pelo seu odor balsâmico. Dos produtos sintetizados pelas plantas, os óleos essenciais estão entre os mais valiosos e de grande aplicabilidade comercial, incluindo a terapia farmacológica.
Quem sabe se, em breve, ao contrário das preocupações da crónica 'Abaixo as estevas', publicada no (jornal) Reconquista da década de sessenta do século passado, passaremos a olhar para a esteva com outros olhos, como recurso endógeno."


> Xisto | Banco de Imagens da Silveira (BIS)
Hortensias e estevas em flor no terreiro da Saudade,
Jardins do Xisto, Silveira dos Limões, Abril 2014
fotografia digital
©  CRO|XISTO|BIS|JX(RO)