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quinta-feira, 8 de maio de 2014

ALELOPATIA? (I)


A esteva (Cistus ladanifer), muito abundante na Beira Baixa, reúne como nenhuma outra espécie da flora autóctone o desprezo geral das populações. É difícil compreender porquê. 

Visitantes dos jardins perguntam com frequência porque não são arrancadas as estevas dos canteiros. Devolvendo a pergunta, ouve-se invariavelmente dizer: que alastram, que secam o terreno, que são feias, que são pegajosas, que cheiram mal...

De facto, até em artigos especializados, por vezes atribuíem-se às estevas propriedades inibidoras do desenvolvimento de outras espécies. Sobre este fenómeno, designado alelopatia, só podemos referir a experiência nos Jardins do Xisto, onde são uma das espécies predominantes e gozam de total protecção. Aqui cresce robusto um cipreste dourado (Cupressus macrocarpa "goldcrest") rodeado de estevas em flor. O cipreste não se queixa.


> Xisto|Banco de Imagens da Silveira (BIS)
Cipreste dourado e estevas em flor nos Jardins do Xisto, 
Silveira dos Limões, Primavera 2013
fotografia digital
©  CRO|XISTO|BIS|JX(RO)