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segunda-feira, 28 de abril de 2014

TERREIRO DA SAUDADE





Patamar superior dos Jardins, e também ponto mais elevado da Silveira dos Limões, o Terreiro da Saudade ladeia o caminho público de saída da aldeia em direcção aos pinhais. Em tempos idos, este era um local de encontro em família, nas noites de Verão, antes das despedidas. A designação ficou.

No essencial, o trabalho paisagístico aqui realizado procura recuperar a dimensão simbólica e a tradição deste pequeno planalto. Foi mantida uma zona densa de flora autóctone, em que predominam estevas e carquejas, no seguimento de um grupo de pinheiros bravos de grande porte, tendo sido também introduzidas novas espécies, incluindo algumas exóticas. A zona central, que sempre caracterizou o "terreiro", foi limpa de matos e nivelada a partir de uma sequência de três degraus, construídos em terra batida, com espelhos em chapa de ferro. 


> Xisto|Banco de Imagens da Silveira (BIS)
Terreiro da Saudade,  
Silveira dos Limões, Abril 2014
fotografia digital
©  CRO|XISTO|BIS|JX(RO)


FLORA AUTÓCTONE E NATURALIZADA > TERREIRO DA SAUDADE  [em actualização] 
| alecrim Rosmarinus officinalis / R. prostatusarruda Ruta graveolens artemísia Arthemisia vulgaris carqueja Pterospartum tridentata | chorão Carpobrutus edulis | coroa-de-rei Helichrysum stoechas | coucello Umbilicus rupestris erva-das-lamparinas/marroio Ballota hirsuta erva-caril Helichrysum angustifolium italicum | erva-cidreira Melissa officinalis |erva-pinheira Sedum sediforme esteva Cistus ladanifer | feto-dos-bosques Pteridium aquilinum | feto polipódio Polypodium viulgare figueira Ficus carica | funcho Fueniculum vulgare junco Juncus efesus loendro/cevadilha, Nerium oleander | loureiro Laurus nobilis medronheiro Arbutus unedo | oliveira Olea europea pampilho Chrysanthemum segetum | pilriteiro Crataegus monogyna | pinheiro-bravo Pinus pinaster pinheiro-manso Pinus pinea | roselha Cistus crispus | rosmaninho Lavandula stoechas | sargaço Halymium ocymoides |sedum Sedum proinatum | tapete inglês Polygonum capitatum | tojo Ulex europaeus | tomilho Thymus mastichina | urze Calluna vulgaris

FLORA ALÓCTONE OU EXÓTICA > TERREIRO DA SAUDADE  [em actualização] 
| abeto anão Picea glauca conica | ajuga Ajuga reptens | aloés Aloe vera | amarilis Amarylis belladonnacipreste-de-Florença Cupressus strictaconteira Canna indica cravo túnico Tagetes erecta | craveiro Dianthus caryophyllus despedidas-do-verão Aster amelushortência Hidrangea macrophylla | ixia (rosa/laranja) Ixia sp.limoeiro Citrus limon / Citrus "medica variegata" | magnólia Magnolia grandiflora | palmeira Phoenix canariensispimenteira-bastarda Schinus molle piteira Agave americana/A. americana marginata | rosa carnuda Echeveria eleganssardinheira Plargonium zonale 

sexta-feira, 14 de março de 2014

NO PLURAL




Jardins, no plural, porquê?  

Devido ao acentuado declive do terreno em que estão implantados, os Jardins do Xisto distribuem-se por patamares, interligados por caminhos, veredas e degraus, cada um destes patamares podendo considerar-se uma zona diferenciada de ajardinamento. 

Por outro lado, enquanto projecto de desenvolvimento local que decorre principalmente de opções de voluntariado, o plural "jardins" pretende evitar uma leitura isolada do sítio e constituir um possível exemplo de revitalização e transformação de uma aldeia, contra o abandono e a decadência do mundo rural. Associam-se-lhe, no que respeita aos valores paisagísticos, os pequenos jardins privados, as hortas, os quintais, os canteiros e árvores plantadas à beira da rua, ou mesmo as casas já recuperadas. No seu conjunto, todos estes factores contribuem para a valorização ambiental e estética da Silveira dos Limões.

Evidentemente, os Jardins do Xisto não são um "jardim particular", mas também não são um "jardim público" convencional. Considerando o vasto território florestal da Beira Baixa em que se integram (Pinhal Interior) e a sua localização específica (a parte mais elevada da povoação de Silveira dos Limões), o projecto paisagístico tem como propósito vir a tornar-se um lugar de arte pública e, simultaneamente, um posto de observação privilegiada da paisagem local, isto é, um sítio ajardinado a partir do qual se "reordena" e valoriza a natureza e a paisagem circundantes.


> Xisto|Banco de Imagens da Silveira (BIS)
Escultura "ready made" no Terreiro da Saudade, 
Silveira dos Limões, 2013 
fotografia digital
©  CRO|XISTO|BIS|JX(RO) 

RAIZ



> Xisto|Obra da Natureza
Raiz lenhosa (de Quercus suber?)
©  CRO|XISTO|ON