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terça-feira, 10 de junho de 2014

ÁRVORE NACIONAL DE PORTUGAL



O sobreiro dos Jardins do Xisto, que as imagens documentam com dois meses de intervalo, morreu recentemente de doença desconhecida. Possivelmente, uma bactéria terá atacado as suas raízes. Uma coisa triste, ou uma desilusão, porque as árvores são "uma das nossas grandes ilusões de imortalidade", como refere Rosa no seu Blog de Cheiros, a propósito de árvores amadas que vemos desaparecer. 

Este sobreiro definhava entre eucaliptos, entretanto abatidos, mas acabaria por lhes sobreviver pouco mais de um ano, após uma fase bem sucedida de recuperação, durante a qual foram construídos canteiros e caminhos na sua direcção e em torno dele. Pretendia valorizar-se uma aguardada majestade que afinal jamais se cumprirá. 

O sobreiro (Quercus suber), adquiriu em Dezembro de 2011 o estatuto simbólico de Árvore Nacional de Portugal, facto que para nós constituía também um motivo de orgulho, dada a sua existência autóctone nos Jardins do Xisto.

O presente post vem assinalar uma despedida, difícil mas inevitável, porque é preciso reagir, plantar novas árvores e cuidar das que nos restam. E, neste Dia de Portugal, lembrar ainda que a morte de um sobreiro que sobreviveu a eucaliptos, não pode tornar-se uma alegoria trágica sobre a situação lamentável a que o país chegou, no âmbito florestal como no âmbito político e social. 


> Xisto | Banco de Imagens da Silveira (BIS)
Sobreiro do patamar intermédio dos Jardins do Xisto,
Silveira dos Limões, (1) Março 2014 / (2) Maio 2014
fotografias digitais
©  CRO|XISTO|BIS|JX(RO)