Uma bela manhã, apareceu no pátio cá de casa um coelho bravo (Oryctolagus cuniculus). Quando dei por ele, sobre um banco de xisto, muito quieto, de olhos abertos, aninhado entre a folhagem do morangueiro-de-jardim (Potentilla indica), fui pé-ante-pé buscar a máquina foto-gráfica para registar o insólito ancontecimento. E, comigo ali por perto, o bicho continuava completamente imóvel. Cheguei a convencer-me que não estaria vivo, até que decidi tocar-lhe ao de leve com um pau. Desapareceu num ápice!
O coelho, tem uma vasta tradição simbólica: "No antigo Egipto, o coelho simbolizava o nascimento e a vida nova. Alguns povos da Antiguidade consideravam o coelho como símbolo da Lua, portanto é possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao facto de a Lua determinar a data da Páscoa. O certo é que os coelhos são notáveis pela sua capacidade de reprodução, gerando grandes ninhadas, e a Páscoa marca a ressurreição, vida nova, tanto entre judeus quanto entre cristãos".(v. link)
Nos Jardins do Xisto, ao mínimo sinal de presença humana, fogem velozes. Aqui e ali encontro as suas pequenas tocas. Durante a noite, na rua deserta da aldeia, atravessam aos pulinhos, tranquilos, de um lado para outro. Por tudo isto, na Silveira dos Limões, o coelhinho da Páscoa tinha que ser um coelho-bravo.
> Xisto|Banco de Imagens da Silveira (BIS)
Coelho bravo,
Silveira dos Limões, Maio 2012
fotografia digital
© CRO|XISTO|BIS|JX(RO)