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sábado, 19 de abril de 2014

COELHINHO DA PÁSCOA




Uma bela manhã, apareceu no pátio cá de casa um coelho bravo (Oryctolagus cuniculus). Quando dei por ele, sobre um banco de xisto, muito quieto, de olhos abertos, aninhado entre a folhagem do morangueiro-de-jardim (Potentilla indica), fui pé-ante-pé buscar a máquina foto-gráfica para registar o insólito ancontecimento. E, comigo ali por perto, o bicho continuava completamente imóvel. Cheguei a convencer-me que não estaria vivo, até que decidi tocar-lhe ao de leve com um pau. Desapareceu num ápice!

O coelho, tem uma vasta tradição simbólica: "No antigo Egipto, o coelho simbolizava o nascimento e a vida nova. Alguns povos da Antiguidade consideravam o coelho como símbolo da Lua, portanto é possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao facto de a Lua determinar a data da Páscoa. O certo é que os coelhos são notáveis pela sua capacidade de reprodução, gerando grandes ninhadas, e a Páscoa marca a ressurreição, vida nova, tanto entre judeus quanto entre cristãos".(v. link)

Nos Jardins do Xisto, ao mínimo sinal de presença humana, fogem velozes. Aqui e ali encontro as suas pequenas tocas. Durante a noite, na rua deserta da aldeia, atravessam aos pulinhos, tranquilos, de um lado para outro. Por tudo isto, na Silveira dos Limões, o coelhinho da Páscoa tinha que ser um coelho-bravo


> Xisto|Banco de Imagens da Silveira (BIS)
Coelho bravo, 
Silveira dos Limões, Maio 2012
fotografia digital
©  CRO|XISTO|BIS|JX(RO)